Chegámos à garagem alugada onde a minha banda ensaiava.
Entrámos e liguei as luzes.
Lá dentro tinha uma bateria preta, várias guitarras, tanto elétricas como acústicas, dois baixos e um violino.
Peguei em duas guitarras e entreguei a Sam a preta.
A minha era castanha, completamente autografada. Alguns dos autógrafos eram dos Thirty Seconds To Mars, claro, Pearl Jam e Foo Fighters.
Sentei-me e comecei a tocar alguns acordes ao calhas.
-So, what can you play? - perguntei.
-What about "Better Man"?
Sorri como resposta.
Começámos a tocar.
-"Waintin',watching the clock,
It's 4 O'clock, it's got to stop.
Tell him, take no more,
She practices her speech,
And he opens the door,
She rools over,
Pretends to sleep,
As he looks her over.
She lies and say she's in love with him,
Can't find a better man.
She dreams in colours, she dreams in red,
Can't find a better man."
Enquanto eu cantava, Sam olhava-me com um olhar apaixonado.
Não resisti e pousei a guitarra.
Lancei-me para cima dele e beija-mo-nos loucamente.
Atirei-o para o sofá e afastei-me para dizer:
-I don't need a better man!
Sam sorriu e beijou-me ainda mais loucamente.
A garagem tinha um pequeno quarto, caso fosse necessário alguém passar a noite lá.
Levantá-mo-nos, ainda agarrados um ao outro, e dirigi-mo-nos para lá.
Deitá-mo-nos, eu por baixo e ele por cima.
Eu já tinha previsto algo parecido acontecer e sabia que havia preservativos numa gaveta ao lado da cama.
Entre beijos, cheguei à gaveta e tirei um.
Sam começou a tirar-me a camisola e as calças.
De seguida, tirei-lhe as calças e as camisolas.
Quando estávamos apenas de roupa interior, afastá-mo-nos e ele perguntou:
-Are you sure about this?
-We're already like this. Why not? - respondi, ofegante.~
-If you say so.
Beijou-me outra vez e retira-me a roupa interior.
-You're so beautiful! - disse enquanto me penetrava.
Gritei um pouco de dor. Era a minha primeira vez.
-Were you a virgin? - perguntou, preocupado.
-Now I'm not. - brinquei.
-I'll do it slowly. I didn't knew.
-Okay.
Dito isto, foi avançando devagar.
Apesar das dores consideradas "normais" para a primeira vez, eu estava feliz.
Estava a fazê-lo com quem eu amo.
Durante o ato do amor, soltávamos alguns gemidos de prazer.
Chegou a uma certa altura que estávamos a chegar ao nosso máximo.
Gememos bem alto quando atingimos o climax e no fim, Sam rebolou para o lado.
Estávamos ambos cansados. Abracei-me a ele e disse:
-I love you!
-I love you too. - disse beijando-me na testa.
E depois adormeci.
*1 hora depois*
Quando acordei, Sam já não estava no quarto.
Peguei no telefone e vi que eram 18:30, ou seja, o ensaio começa em meia hora.
Voltei a vestir-me e apanhei o cabelo com um elástico.
Todo o meu corpo doía-me, como esperado, mas não me importei com isso.
Saí do quarto e deparei-me com Sam a tocar "Wake Me Up When September Ends" dos Green Day.
-Good morning, sleepy beauty. - cumprimentou-me com um sorriso.
-Good morning.
Sentei-me ao lado dele, encostei a minha cabeça no seu ombro e continuei a ouvi-lo tocar.
-You know, you sing like an angel!
-Thank you!!
Continuei a ouvi-lo tocar até que a porta da garagem se abre e a malta da banda entra.
-Ok, isto é novo. - comentou Pedro. - Ela nunca trouxe ninguém cá.
-Há sempre uma primeira vez para tudo. - ri-me, lembrando o que se tinha passado à umas horas atrás. - Vamos lá despachar isto. Este é o Sam, meu namorado. Sam these are the rest of the band.
-Nice to meet you all. - cumprimentou com um sorriso.
Posicioná-mo-nos para começar o ensaio.
-O presidente da associação de estudantes falou comigo para ver se podíamos tocar no "Dia da Escola". - falou Ricardo. - Eu disse que ia falar convosco. Que tal?
-Por mim, tudo bem. - respondi.
-Então e o que vamos tocar? - perguntou Rita.
-Sabes tocar as partes de violino do "Awake and Alive" dos Skillet? - perguntei a Rita. Eu adorava essa música e queria tocá-la ao vivo.
-Sei. E quem é que vai tocar o baixo?
-Logo se vê.
-Ok.
-Então, uma já está. E o que vamos tocar mais? Temos 30 minutos para tocar, dá para 6 músicas mais ou menos. - disse Ricardo.
-Miguel o que queres tocar?
-"Arlandia" dos Foo Fighters. - respondeu.
-Fixe! - comentei. - Difícil, mas divertida. Rita?
-"Call Me When You're Sober" dos Evanescense.
-Ok, nunca cantei mas vamos experimentar. Ricardo?
-"Come As You Are" Nirvana.
-Óbvio! Claro que sim! Pedro?
-Que tal uma dos teus queridos Thirty Seconds To Mars? "Hurricane".
-YES! Aleluia! Falta uma.
-What about "We Will Rock You" by Queen? Every person on Earth knows this song. - disse Sam.
-I like your idea! What do you think guys? - perguntei animada.
-That music is perfect to end the show! - comentou Pedro.
-Ok! Já temos as músicas. Digam-me o que acham do set list.
Set List:
1º Come As You Are
2º Awake and Alive
3º Arlandia
4º Call Me When You're Sober
5º Hurricane
6º We Will Rock You
-Gosto! - disseram todos.
-Então vamos ensaiar! - gritei.
Enquanto ensaiava-mos, Sam estava sentado em frente a mim.
Ele olhava-me com um olhar apaixonado.
Oh, como eu o amava!
Enquanto cantava "Hurricane", olhava fixamente para Sam.
Quase que me trocava com a letra.
Sempre que cantava a parte "Where is your God?", eu sorria.
Acabámos o ensaio por volta das 8 e meia da noite.
Despedi-me da banda e sentei-me ao pé de Sam.
Eu segurava a minha guitarra, por isso tocava "The Kill" em acústico.
-What did you think? - perguntei.
-Great! They play very well, but your voice is just amazing! I love "Call Me When You're Sober" singed by you!
-Thank you! - sorri e logo de seguida beijei-o.
Sam sorriu quando nos afastámos. Ficámos ainda com as nossas testas encostadas uma na outra.
De repente ele começa-me a fazer cócegas e com tanto movimento, eu caio no chão.
-Are you alright? - perguntou a rir às gargalhadas.
-AH AH AH! So funny! I'm fine! - disse enquanto me levantava, pegava na guitarra e sentava-me ao lado dele. - I'm tired. I'm going to take a nap.
-Hey, hey! When are we going home?
-Mum is only ready at 10. We have to wait here. - disse encostando-me ao ombro dele, quase adormecendo.
-Ok. Do you want me to play something for you?
-Please. - pedi.
Ele começou a tocar "Never Say Goodbye" dos Bon Jovi em formato acústico.
Adormeci.
Estava mesmo cansada.
Eu sabia que fazer "aquilo" era cansativo, mas nunca pensei que fosse assim tanto.
Acordei passado 1 hora, com o meu BlackBerry a tocar.
Vi que era Duarte e desliguei.
Mas ele era teimoso e continuava a ligar.
Mas eu era ainda mais teimosa e continuava a desligar a chamada.
-Who is it? - perguntou Sam.
-Duarte. - disse, desligando outra vez a chamada.
-Next time he call you, let me answer. - disse enraivecido.
De repente o telefone toca outra vez e Sam arranca-me, literalmente, o telemóvel da mão.
-What are you going to say?
-To stop calling you? Hello? - disse enquanto atendia o telefone. - Hi, this is Sam, Catarina's boyfriend. Would you please stop calling her?
Pareceu-me ouvir Duarte dizer: "Fuck you! I'll call her if I want!"
-Go fuck yourself! She's with me now, you know? I'm warning you. If you ever call her or even get near her, you're a dead man! - dito isto desliga o telefone.
Eu estava aterrorizada.
Lembro-me que, quando eu e Duarte acabámos, ele começou-me a perseguir para todo o lado que ia.
Um dia, chegou mesmo a entrar na minha casa e quase violar-me.
E se ele voltava a fazer o mesmo? Ou ainda pior?
Eu estava mais branca que as paredes da garagem.
Comecei a chorar descontroladamente.
-Sam... - a minha voz perdeu-se. As minhas pernas perderam força e caí no chão de joelhos.
-Catarina! What happen? - perguntou muito preocupado.
Eu não conseguia dizer nada.
Apenas chorava.
Só de imaginar no que Duarte podia fazer ou a mim ou a Sam, estava a provocar-me calafrios.
-Please, Catarina! Tell me what's going on. Please! - implorou, ajoelhando-se à minha frente.
Ainda a chorar desalmadamente, sentei-me no sofá.
Sam sentou-se a meu lado, agarrou-me as mãos e abraçou-me.
Um abraço quente e forte, que me reconfortou.
Contei-lhe o que Duarte me tinha feito.
Sam ficou chocado quando soube que Duarte quase me violou.
-I'm afraid! He's going to do so much worse than that. - disse voltando a chorar.
Sam abraçou-me e disse:
-I'll kill him if he ever does that again. I'll always protect you!
Eu não conseguia dizer nada.
Eu só conseguia ficar abraçada a ele.
Quando me senti melhor, peguei na minha guitarra e comecei a tocar "The Story" dos 30 Seconds To Mars.
Sam ainda me olhava com preocupação.
Uma buzina no lado de fora avisou que a minha mãe tinha chegado.
Entrámos no carro e dirigi-mo-nos para casa.
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